quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O país “do Super Costa” ardeu e Sócrates viu tudo do Quénia


Em 2005 arderam 340 mil hectares. O primeiro-ministro tinha prometido que as primeiras férias seriam no Quénia com os filhos e não voltou. António Costa mandou em tudo pela primeira vez.
Uma década antes de chegar à chefia do Governo, António Costa teve uma primeira experiência como primeiro-ministro (em exercício)
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Uma década antes de chegar à chefia do Governo, António Costa teve uma primeira experiência como primeiro-ministro (em exercício) PBC PEDRO CUNHA - PòBLICO
Os títulos dos jornais podiam ser os de agora, tal foi a força das chamas naquele ano e tal era a seca que assolava o interior do país. As críticas também são comparáveis às que se ouvem este Verão: o PSD acusava o Governo de ser "passivo", a esquerda falava em falta de "realismo", os bombeiros garantiam que havia descontrolo na Protecção Civil, o Executivo dizia que havia matas por limpar, incendiários por apanhar e muito para mudar.
Costuma dizer-se que a história se repete, mesmo quando todos juram que vão fazer tudo para que não se repita. São ciclos que se cruzam, muitos deles com os mesmos protagonistas. Naquele ido ano de 2005, um dos que contabiliza mais área ardida deste século, o protagonista à frente do país era António Costa, o “Super Costa” ou o “superministro” da Administração Interna, como lhe chamava o "Diário de Notícias". O primeiro-ministro era José Sócrates que, eleito há meia dúzia de meses, estava de férias no Quénia. E foi com o país a arder e o chefe do Governo ausente, que o país político entrou em ebulição.
A oposição até acordou com algum atraso para o cenário daquele mês de Agosto. Na verdade, os sociais-democratas, então liderados por Marques Mendes, estavam mais concentrados nas nomeações para a Caixa Geral de Depósitos. Os jornais também. A nomeação de Armando Vara para Caixa fez soar os alarmes de controlo do banco público pelos socialistas e este já era um ingrediante quanto baste para uma oposição entretida num mês de descanso.
Até que o descanso do primeiro-ministro, à época José Sócrates, foi ele próprio motivo de crítica. Se os portugueses estavam a banhos, José Sócrates preferiu cumprir uma promessa que tinha feito aos filhos e foi fazer um safari de 15 dias no Quénia, nas suas primeiras férias enquanto chefe de Governo. Poucas vezes umas férias de um primeiro-ministro foram tão faladas.
Sócrates foi atacado não só por se manter em férias enquanto o país ardia sem controlo, como pelas férias em si. Por que é que tinha escolhido um programa tão caro como um safari no Quénia, quando o país se batia para sair de uma crise? Pacheco Pereira, na sua coluna de opinião na revista "Sábado", admitia que a discussão já se fazia no campo “permeável à demagogia”, dando ele próprio argumentos para que aí continuasse, sobretudo porque havia perguntas que tinham de ser feitas, como os custos das férias do primeiro-ministro. “Teve o primeiro-ministro segurança in loco? Do governo do Quénia, ou portuguesa? Quem se deslocou com o primeiro-ministro de um país dos ‘cruzados’ para terras onde o terrorismo já actuou? Se não foi ninguém, foi irresponsabilidade; se foi alguém, devia ter-se pensado em sítios mais módicos do que as luxuosas estâncias africanas”, defendia.

As férias em Agosto

No início, a oposição foi comedida. Ribeiro e Castro, então líder do CDS, até lembrava que "em matéria de incêndios deve haver consenso, pois é preciso responder à gravidade da crise”. Marques Mendes, em visita a áreas afectadas, disponibilizava-se para "fazer com que esta situação tenda a melhorar” e recusava "críticas políticas em torno do drama das pessoas". A esquerda era mais dura nas palavras. Em declarações ao PÚBLICO, a deputada do BE Alda Macedo pedia ao Governo que fosse "mais realista" e Os Verdes consideravam "ridículas" as declarações de Costa a pedir às populações para se mobilizarem.
António Costa defendia-se com o trabalho de preparação que tinha sido deixado pelo anterior Governo, uma vez que, em funções há poucos meses, pouco tempo tinha tido para aplicar outra política de combate. Mas até nesse ponto, 2005 foi semelhante a 2017: em Março, o Governo socialista tinha mudado os governadores civis, à época responsáveis em cada distrito pela Protecção Civil. Uma prática que tem sido levada a cabo por diferentes executivos. Em 2011, Passos Coelho fez as mesmas mudanças, mas foi um Verão que não correu mal em relação a incêndios e por isso as alterações passaram despercebidas.
As explicações de Costa não chegavam e o CDS chamou o Governo de urgência ao Parlamento. Na verdade, os centristas pediam que José Sócrates interrompesse as férias para explicar o que estava o Governo a fazer nos casos em que já se tinham verificado "perdas de vidas" e "avultados danos materiais". Nesse ano morreram 16 bombeiros a lutar contra as chamas, menos cinco pessoas que no fatídico ano de 2003, quando morreram 21 pessoas.
Nuno Melo insistia no regresso de Sócrates, questionando o que aconteceria se o Governo fosse outro. "O primeiro-ministro tem todo o direito de estar de férias durante todo o mês de Agosto - um momento complicado para Portugal -, mas os portugueses também têm todo o direito de o avaliar por isso. Imagine-se o que seria se o ministro da Defesa, Paulo Portas, que tinha férias marcadas no estrangeiro, tivesse optado por partir” durante a catástrofe ambiental causada pelo navio Prestige, "certamente que a oposição socialista não o teria poupado e o que dele não se teria dito!", salientava.
Quem respondia era António Costa, o primeiro-ministro em exercício.

O país do "Super Costa"

Uma década antes de chegar à chefia do Governo, António Costa teve uma primeira experiência como primeiro-ministro (em exercício). Naquele negro ano de 2005, o inexperiente (no cargo) primeiro-ministro ia acudindo a todos os fogos do país como podia, desdobrando o casaco fluorescente da Protecção Civil pelos mais variados incêndios. António Costa assumiu as responsabilidades e ordenou (a avaliar pelo que disse, este verbo aplica-se) ao primeiro-ministro, José Sócrates, e o Presidente da República, Jorge Sampaio, que não se preocupassem e que continuassem de férias.
Por que não voltava o primeiro-ministro, perguntavam PSD e CDS. E Costa respondia que apesar de longe, Sócrates estava preocupado e revelou que o primeiro-ministro lhe telefonou "por mais de duas vezes" e que por mais de duas vezes lhe disse para não voltar: "Eu disse-lhe [ao primeiro-ministro] sempre que não devia voltar. Se alguém cometeu um erro, assumo-o. O senhor primeiro-ministro não veio porque eu entendi que não se justificava”. E aplicou a mesma receita a Sampaio. "Também disse ao Presidente da República que a situação não se justificava".
Já na época, a visão do actual Presidente era diferente. "Acho maravilhoso como é que o primeiro-ministro, com o país nestas circunstâncias, consegue passar tanto tempo de férias", dizia Marcelo Rebelo de Sousa, que este ano, em Pedrógão Grande, foi o segundo a chegar ao local (depois do secretário de Estado da Administração Interna Jorge Gomes) e a emocionar-se com os relatos das vítimas. Por falar em emoção, há 12 anos, Costa "odiava" esse tipo de gestos: "Se há coisa a que sou alérgico na vida política é aos políticos que correm para as câmaras da televisão a rasgar as suas vestes e a chorar. Odeio. Nunca me verá a fazer essas figuras”, assegurava.
Em vez disso, Costa anunciava a compra dos helicópteros KAMOV para substituir os de aluguer. Este ano, a resposta da ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, começou por ser mais emocional, para dois meses depois da tragédia anunciar medidas, nomeadamente sobre as comunicações via SIRESP, a operadora da Rede Nacional de Emergência e Segurança.
Costa, naquela altura, também fez o seu caminho. Um ano depois, em mais um mês de Agosto enquanto primeiro-ministro, mostrava-se mais emocional: "Uma das coisas mais duras desta função é a habitualidade do convívio com a morte. No dia em que deixar de me emocionar com os fogos e com as tragédias humanas que estão associadas a esta função, devo deixá-la. Se estiver vacinado para a dor não vale a pena".

Lichinga: única capital provincial sem transporte público


A um ano do fim do mandato edilidade de Lichinga só construiu duas estradas que não
têm 2km
Lichinga é a capital da província de Niassa, no Norte do país.
O edifício da Sé Catedral é dos poucos bem conservados numa das zonas nobres da urbe, para além do edifício onde funciona o Governo Provincial.
A Praça da Liberdade é, se calhar, o único sítio público mais atraente, onde jovens e adultos sentam-se para estudar ou mesmo passar alguns momentos de lazer, numa cidade que evolui a um rítmo muito lento.
Em Lichinga, as estradas são a principal preocupação. Em quase toda a zona cimento existem buracos que tiram o conforto de quem passa por lá, para além das consequências que causam aos veículos que circulam por estas avenidas e ruas.
A pouco mais de um ano para o fim do mandato, o actual elenco do Conselho Municipal da Cidade de Lichinga conseguiu apenas construir duas estradas de pavês que não totalizam dois quilómetros de extensão. Aliás, uma delas terminou a meio do trajecto definido.
O vereador para a área de Urbanização e Infra-Estruturas, Pius Obcello, reconhece os problemas e aponta o dedo à crise financeira.
Para além de dificuldades nas vias de acesso, o Município de Lichinga não tem transporte público ou semi-colectivo de passageiros em funcionamento. Um pouco por todos os lados encontra-se praças de moto-taxistas que garantem a circulação de pessoas e bens na urbe.
Da parte do Município, a explicação que encontramos foi que por estas bandas as pessoas não sobem os autocarros, por isso os que o Governo disponibilizou estão parqueados. Outros, estão avariados.
Na área de salubridade, a cidade de Lichinga não tem carro para a recolha de lixo porque em 2013 lançou um concurso para a compra de três viaturas, sendo que duas era precisamente para a recolha de lixo e outra para a casa mortuária do Hospital Provincial de Lichinga.
Entretanto, a empresa que foi seleccionada recebeu 5.7 milhões de meticais e até hoje não entregou os veículos e desapareceu sem deixar rastos.

Falhada promessa de 35 mil casas até 2019 Governo de Nyusi quer construir 138 mil habitações até 2029


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Tema de Fundo - Tema de Fundo
Escrito por Adérito Caldeira  em 16 Agosto 2017
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Falhada a promessa de edificar 35 mil novas habitações para os moçambicanos até 2019 o Governo de Filipe Jacinto Nyusi propõe-se agora a construir 138 mil novas casas sociais até 2029. Contudo o problema fundamental mantém-se: são necessários pelo menos 989 milhões de dólares norte-americanos para construção, o Orçamento do Estado não é solução(aliás este ano não disponibilizou um único metical para a Habitação), e não há crédito de habitação que torne as casas acessíveis para a maioria dos cidadãos que sejam honestos trabalhadores.
Em Moçambique existe um défice habitacional de mais de 2 milhões de casas, para mitigar o drama Filipe Jacinto Nyusi, através do Plano Quinquenal do seu Governo, propôs-se a construir 35 mil habitações entre 2015 e 2019.
Até a crise das Dívidas ilegais eclodir não tinham sido edificadas nem 10%, durante o ano em curso nenhuma casa foi erguida pois os fundos previstos no Orçamento de Estado para o efeito não foram desembolsados, de acordo com um documento apresentado pelo Fundo para o Fomento de Habitação(FFH) no III conselho coordenador do Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos(MOPHRH).
Entretanto o Executivo, através do FFH, propõe-se agora a construir 138 mil habitações e a infra estruturar 115 mil talhões ao longo dos próximos 12 anos numa iniciativa que denomina de “Programa Integrado de Construção Massiva de Habitação Social(PICMHS)”.
Concebido para moçambicanos jovens, funcionários e agentes do Estado e combatentes que não possuam habitação própria e que tenham rendimentos entre 4 mil e 65 mil meticais o Programa não tem um custo total, mas só a primeira fase, em que se projecta construir 30 mil casas, está orçada preliminarmente em 989.7 milhões de dólares norte-americanos. Todavia não há data para o lançamento da primeira pedra pois não existe dinheiro.
“O cerne dos desafios da habitação gravitam a volta de financiamento para a construção e aquisição, bem como de modalidades de aquisição que tornem a habitação acessível” reconhece o Fundo para o Fomento de Habitação, no seu documento a que o @Verdade teve acesso, e onde propõe à consideração e para o devido enquadramento legal algumas fontes de financiamento que sejam não onerosas para o Estado.
Fundo “7 milhões” para Habitação Social
O FFH propõe a consignação da venda de materiais de construção e de bebidas alcoólicas e de tabaco onde cada metical gerado da venda do cimento, ferro, tintas e barrotes ou da venda de uma garrafa ou de cada maço de cigarros reverteria à favor do PICMHS.
O Fundo para o Fomento de Habitação sugere que as multinacionais que operam em Moçambique, assim como outras grandes empresas, financiem a construção das habitações sociais ou a bonificação de créditos que seriam concedidos pela banca comercial.
Outras potenciais fontes de financiamentos propostas para o Programa Integrado de Construção Massiva de Habitação Social são a criação de um Fundo de Desenvolvimento, à semelhança do Fundo de Desenvolvimento Distrital, e também dinheiro do Fundo de Pensões.
O FFH sugere ainda que o Banco Nacional de Investimentos seja o banco oficial do PICMHS e assegure as garantias bancárias para o financiamento da iniciativa.
Adicionalmente o espera-se a mobilização de fundos externos juntos dos parceiros de cooperação particularmente o Banco Mundial, o Banco Istâmico, o BAD, o Banco Europeu, ONG´s, Parcerias Público Privadas e até mesmo através de créditos concessionais.
De acordo com o documento que o @Verdade está a citar 60% destas habitações sociais serão destinadas aos moçambicanos que ganham entre 4 mil e 20 mil meticais, 20% serão para os trabalhadores com salário entre os 20 mil e 40 mil meticais e as restantes casas serão destinadas aos funcionários com rendimentos entre 40 mil e os 65 mil meticais.
O @Verdade questionou ao Fundo para o Fomento de Habitação de que forma estes cidadãos poderão aceder as habitações, que terão um custo unitário, na melhor da hipóteses, na ordem de 20 a 30 mil dólares tendo em conta que os créditos de habitação que são vendidos pela banca comercial são proibitivos para um honesto trabalhador? Passada uma semana, e até ao fecho desta edição o FFH não esclareceu.

André Matsangaissa e o Assalto de Sacudzo (1)

Eusébio A. P. Gwembe
23 h ·



Entre os rios Vunduzi e Pungué, zona fronteiriça do Báruè, estava o Centro de Reeducação de Sacudzo, um dos quatro existentes na região. Os primeiros prisioneiros chegaram durante o Governo de Transição, precisamente no final de Setembro de 1974, possivelmente como uma parada temporária para outros centros, porque nesta altura ainda não tinham sido criados (Ver Capital, 20.11.1974). O número aumentou drasticamente após 30 de Outubro de 1975, quando milhares de pessoas (mais de 3000 segundo o então Ministro do Interior, Armando Guebuza) foram detidas arbitrariamente (Daily News, Dar es Salaam, 3 November 1975). O centro recebeu mais de 1.000 prisioneiros da Beira e Chimoio. Entre eles estava André Mathadi Matsangaíssa Dyuwayo, 25 anos, nascido em 1950, em Chirara, Manica.

Teve uma infância difícil vendo-se obrigado a trabalhar cedo. Com a morte do Pai, abandonou estudos no terceiro ano tendo conseguido um emprego na Sociedade Hidroeléctrica do Rovue (SHER). Com o inicio dos Trabalhos de construção da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, em 1968 concorreu para algumas vagas reservadas a SHER, tendo sido apurado. Em companhia de amigos decidiu abandonar o serviço e Ingressou na FRELIMO em 1970. Em 1972 é notada a sua participação em combates, no 2º Sector do Departamento de Defesa em Manica e Sofala, na época, sob o comando de Fernando Matavele ou Dike Tongane (Nkomo, 2006?). Conquistada a Independência Nacional, foi incumbido de chefiar a secção de construções tendo como superiores Johan Jehova e Bernardo Mathimba, em Dondo (İde). Em Setembro, por ocasião do dia das Forças Armadas, era suposto que ele apresentasse um relatório completo sobre o desvio de materiais de construção então sob sua responsabilidade. O relatório implicava quadros seniores do exército cujas casas estavam sendo erguidas com base em materiais desviados do quartel local. Entretanto, no lugar da comissão, apareceu uma ordem de detenção, provavelmente para abafar o caso. Além do problema do desvio de materiais, lhe foi perguntado como/onde conseguira (ter) um carro que se dizia ser dele e, após a explicação (fora ofertada de alguém que conhecera enquanto trabalhava na HCB) e apresentados os documentos comprovativos do repasse, foi acusado de ter um comportamento capitalista). Os documentos ficaram em poder dos interrogadores enquanto era aprisionado e enviado ao campo de reeducação de Sacudzo.

Apesar da sua baixa formação intelectual, durante mais de um ano, aqui viria a tomar a consciência sobre a necessidade de uma outra guerra que ele chamou “The Second Liberation War”. Quando chegar a Rodesia, em Outubro de 1976, saberemos o que realmente se passava no centro de reeducação. Wessels (2015) em “A Handful of Hard Men: The SAS and the Battle for Rhodesia” considera marginal a questão do Mercedez-Benz e que a detenção deveu-se à manifesta desilusão deste. Como um oficial terá discordado com algumas medidas manifestando publicamente que se sentia desiludido com o tipo de Independência para a qual tinha ajudado a conquistar. Chegado ao centro teve o tratamento reservado aos criminosos. Viu colegas de farda, alguns dos quais tinham combatido durante 10 anos, serem humilhados, despidos e chamboqueados por guardas recentemente contratados. Enquanto lá esteve estudou a rotina dos guardas, os caminhos, explorou o sentimento dos outros presos e tomou a decisão. Mais tarde, na Rodesia, dirá: "há muitos dissidentes políticos, as populações irão responder positivamente". À pergunta "como tornará possível um exército?" respondeu: libertarei os presos de Sacudze. Para tal, preciso de três homens". Peter Burt, no desk da CIO sobre Moçambique, mais tarde substituído por Erick May, estava incrédulo no que ouvia.

Quando saiu de Sacudzo não ia ao encontro dos rodesianos mas dos donos da Radio Voz de África Livre, que apelavam para uma resistência popular contra Machel. Agentes da segurança daquele pais temiam ser algum espião com missão para eliminar Cristina. Matanagaissa contou o que/como era a vida no centro para o qual ele tinha sido enviado: assim que o prisioneiro chegava, seu cabelo era raspado pelos guardas, despido da sua roupa e, se tinha sapatos, devia descalça-los para nunca mais os ver. As boas roupa ficavam em poder dos guardas que as poderiam mandar aos seus familiares. Os prisioneiros usavam tangas ou Underwears. A vida nocturna era passada em cabanas pau a pique, às vezes estacadas por madeiras e cobertas por uma lona. A região era frigida, mas não havia cobertores nem esteiras. O Jornal To the Point, 3 de Junho de 1977, p. 54, afirma que os guardas prisionais aconselhavam aos prisioneiros a dormirem encostados como forma de se aquecerem. Por altura da sua ausência, em Outubro de 1976, o centro contava com mais de 1.500 presos que dormiram às 23 horas e acordavam às 3:30 da manhã.

Antes do início das actividades diárias, recebiam as lições sobre a história da Frelimo e sobre o socialismo científico. Só então, depois da actividade intelectual, é que iam ao trabalho manual, a uma distância considerável do Centro, no sol, de tangas e com os pés descalços. O espancamento aos presos era recorrente e os que se sentiam fracos, desidratados, palúdicos ou com bilharziose e não podiam mais trabalhar eram levados em camiões e tractores para uma viagem sem retorno. Não recebiam correspondências, nem livros nem revistas para ler. Os interrogadores achavam que era uma piada que André lhes dizia, e a suspeita de ser um espião de Samora ainda pairava a sua consciência. Foi apresentado ao Cristina.

Andersson (1992) no “Mozambique: A War against the People” sugere que as relações entre Cristina e Ken Flower (Boss da Central Inteligence Organization) eram tensas quando Matsangaissa chegou e foi nesta reunião que os dois decidiram criar o acrônimo da Renamo (RNM) para complementar o Slogan " Viva Resistência " da Voz de Afica Livre. Ainda nesta reunião, Matsangaissa questionou Orlando se achava possível resistir por meio de uma rádio tendo sugerido que à propaganda de rádio deveria juntar a resistência armada e "isso é o que eu pretendo fazer".

Ele e afirmou conhecer o inimigo a combater. O que pretendia era apoio em treinamento e equipamento militar de moçambicanos para “constituir um novo movimento guerrilheiro em Moçambique”. A CIO se recusava porque o que queria era um grupo para combater as forças da ZANLA dado que o primeiro grupo havia ido para Angola e que, na Rhodesia, já havia grupo de portugueses que estavam dispostos a colaborar. Perante a incredulidade dos demais apercebeu-se que eles queriam provas de existência de capital humano. Mas antes de partir, manteve encontros com Orlando Cristina, Jacob Chinhara e Janota Luís detentores da Voz da África Livre na Rodésia, a fim de tratar da imagem do movimento que pretendia constituir no seio das populações em Moçambique. Em Dezembro de 1976, sozinho, com apenas uma pistola partiu de Odzi em direcção a Gorongosa, ao todo, 150 quilómetros.

Continua!

Nota: A foto (Andre Matsangaissa e Pedro Marangoni) tem a ver com a informação

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Comentários

José de Matos A verdadeira Historia!

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U Tal Zango factos que eu desconhecia

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Eusébio A. P. Gwembe Ainda é imperfeita, José de Matos, mas mais próxima ao que deve ter acontecido ha 40 anos. Um passo foi dado recentemente. Ja é possível ter acesso aos documentos "top Sectet" da CIO contendo interrogatório dos que iam ao Campo de Odzi, inclusive o de Matsangaissa. A medida em que o tempo passa, quem sabe venha a verdadeira historia.

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José de MatosEusébio A. P. Gwembe, e quando vem o livro ? Isto é assunto de interesse nacional!

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Eusébio A. P. GwembeJosé de Matos quando nalta Eduardo Domingos e outros conhecedores da Historia da Renamo abrirem mao para contar a sua versao. A experiência mostra que é difícil um gajo como eu "da freli" ser recebido pelos nossos irmãos da Renamo. Ja tentei marcar encontro com um bom numero de homens influentes mas a resposta nao tem sido boa. E nao posso fazer uma pesquisa para refutar o que se disse so por refutar ou para confirmar e reconfirmar o que ja se sabe.

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Calton CadeadoEusébio A. P. Gwembe! Eu convidei pessoas influentes da Renamo para irem fazer aula na minha turma. Mas, infelizmente, a resposta é insatisfatória. A excepcao foi Jeremias Pondeca e Raul Domingos (depois de sair da Renamo). Apesar de excelentes aulas por eles dirigidas, como professores, notei que evitaram levantar muitas questões polêmicas. Eu até percebi, pois o momento político era sensível; eles próprios perceberam que o espaço acadêmico no qual estavam não tinha nada de politização e o tempo da aula não era suficiente...! Mas, mesmo assim, não desanimo. Eu até propus a algumas pessoas da Renamo para eu escrever a narrativa da Renamo. Só que deles só obtenho algumas informações soltas, em conversas ocasionais e espontâneas!

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Eusébio A. P. GwembeCalton Cadeado infelizmente essa é a realidade. Nao é facil, talvez esperemos que eles proprios escrevam a sua Historia. Nao é porque nao tenha homens capazes. Estou a pensar no meu colega de carteira, o Deputado Fernando Matouassanga. Como historiador e antigo quadro da Renamo, deve estar com manuscritos ja prontos.

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Eduardo Domingos Ainda ha geraçao da primeira linha da RNM, é preciso que a propria renamo se interesse pela sua historia. Eu estou desde 92 a colher alguns dados no seio da renamo mas ainda dados soltos.

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Eusébio A. P. Gwembe Qunado nos encontrarmos para escrever algo sobre o Assalto de Sadjunjira havemos de trocar informaçoes, Eduardo Domingos. Ainda nao me esqueci do compromisso. Sao dados soltos mas muito sobre a Renamo esta em Ingles, Candido Junior. Mas também muito material foi sendo vandalizado pelas FPLM.

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Candido Junior As FPLM recolhiam apenas documentação relevante e que pudesse ajudar na luta contra a maldita. Folhetos e propaganda e pasquins da mentira é óbvio que tinham de ser postos fora de circulação para não confundir a opinião pública.

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Eduardo Domingos Combinado, Eusebio Eusébio A. P. Gwembe.

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Eduardo DomingosCandido Junior esse debate é para adultos, va se divertir no mural da OJM.

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Azarias Chihitane Massingue Esqueceu mencionar a bibliografia Dr! A fonte ajuda a entender os possíveis nivvelamentos de informação

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Eusébio A. P. Gwembe No final hei-de colocar, mas ja tem. Isso ia ficar muito extenso

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Azarias Chihitane Massingue Thanks.Ver Tradução

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Xavier Antonio Homem que é homem não come mel, mastiga abelhas.

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Eusébio A. P. GwembeXavier Antonio, ha autores que afirmam o mesmo. Dizem que Samora minimizou Matsangaissa porque desde 1962 ninguém desafiava a Frelimo e todos os dissidentes eram isolados.

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Alcídes André de Amaral Interessante! Mas o sociólogo Carlos Serra, nos seus Novos Combates pela Mentalidade sociológica, ao falar, nos seus termos, duma "Renamização do social", escreveu que a luta da Renamo não visava alvos selectivos e específicos. Era uma luta total. Sendo assim, não vejo uma concordância com a ideia de que o Matsangaissa teria afirmado que conheceria "o inimigo a combater". Qual era esse inimigo? Se é que teve um inimigo, e a luta seria total e não selectiva, por que isso? Penso que isso nos ajudaria a pensar melhor sobre a chamada "Causa da guerra".

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Francisco Wache Wache no inicio a luta era selectiva. a Renamo nao matava povo comum. comecou a matar nos finais de 1983. lembro-me de ter sido raptado em 1982 e nos mandaram regressar, e diziam que era gente queriam enderectar o pais. por causa disso teve, esse movimento que seria rebelde, muitos apoiantes no inicio!

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Eusébio A. P. Gwembe O inimigo era Samora e as suas politicas, Alcídes André de Amaral. O primeiro comunicado de guerra possui objectivos claros e acusam Samora de ter desviado os objectivos e ideais da Frelimo de Mondlane.

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Alcídes André de Amaral Então a história fica mais complicada... Para além duma guerra por que não perpetrou um assassinato?

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Alcídes André de Amaral Porquê que a luta deveria ser total?

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Mussá Roots DIGA,PROFESSOR ...SE ELE,MATSANGAÍSSA INGRESSOU NA FRELIMO EM 1970, depois da morte de Mondlane,logo,na FRELIMO de Samora,como pode acusar de desviar objectivos que não terá "seguido?" ...veja que está entre aspas,porque é de facto uma dúvida sincera e honesta...

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Eusébio A. P. GwembeMussá Roots, para estudar o pensamento de Matsangaissa nao basta olha-lo so. O comunicado de guerra foi feito por um grupo de individuos, alguns ja com uma participaçao activa na Frelimo, como foi o caso de Orlando Macamo (o primeiro vice de Matsangaissa), Lucas M'lhanga morto durante a luta pelo poder com Afonso, Orlando Cristina e os outros que fiz referencia no texto.

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Mussá Roots Percebi...e concordo...

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Mussá Roots "Morto durante a luta pelo poder com , Afonso!"...

Interessante,isto...

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Isaias Adelino Joao O Afonso que disputava o poder com Lucas M'lhanga ee Afonso Dlhakama?

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Avestino Augusto Fundai Parte interessante Prof. Eusébio A. P. Gwembe "morto durante a luta pelo poder com Afonso"

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Jr Chauque ??????

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Xavier Antonio Penso que pouco aos poucos vamos chegar mais ou menos a verdade.
O que me agrada do Eusébio A. P. Gwembe é que revela as fontes permitindo que os interessados ou os cultores da história possam seguir rastos.
O problema da história é a susceptibilidade de ser desvirtuada. Estou certo que aquilo que os envolvidos nos contam carece de confirmação de fontes independentes, sobretudo escritas.

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Celso Mapsanganhe Grande historiador. Parabens.

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U Tal Zango sempre tenho chamado atencao a muitos saudosistas de samora sob a nessecidade de olharmos a historia do nosso pais de diferentes perspectivas .

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Xavier Antonio Se há quem pensa ouvir publicamente pela Frelimo que Matsangaisse tinha razão, proponho-lhe ir viver o resto da vida em manicômio.kkkkkk
A história vai nos revelar de que lado estava a razão.

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Leandro Leandro Muito Obrigada pela aula de História.

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Ach Chauque Isso não é a história!
Isso é alguém, com intenções obscuras e nada académicas, que pegou em alguns trechos da história real e recriou um conto de fadas para se enganar a si próprio e aos outros...
Mas de alguma coisa ja ajuda, cita algumas fontes fiáveis. Pegues-as e leias-as na integra!

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Yaqub Sibindy Aqui em Moçambique, ainda existem testemunhas vivos, colegas de Matsangaisse durante à guerrilha da Frelimo contra a ocupação colonial!

Portanto um bom historiador que pretende surpreender o mundo, não declinaria essas fontes, além de cavar os arquivos secretos da então Rodhesia do Sul!

Meu caro e Ilustre amigo Eusébio A. P. Gwembe!

O que está em destaque neste momento na actualidade política de Moçambique e do mundo, é o mistério Dlhakama e Nyusi que ambos deixaram de boca aberta qualquer historiador que pretende escrever nos labirintos da história, ao escalar Gorongosa e apertar mãos a um General, praticamente procurado pela justiça militar da Frelinegócios e esse General, surpreende ao mundo ao receber o Comandante em Chefe das Forças governamentais que à qualquer custo o pretende abater, deixando o regressar à Ponta Vermelha como um gesto pacificador para alcançar à Paz EFECTIVA e consolidar à Democracia!

Meu cara Gwembe, deixe de cavar Machado de guerra neste momento e escreva e destaque os méritos dos dois gênios africanos Nyusi /Dlhakama , que estão a dar lições de sapiência ao MUNDO inteiro sobre os valores da PAz Universal e da Democracia!

Viva Dlhakama!
Viva o Nyusi,


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U Tal Zango concordo contigo yaqub sibindy, de nada me serve o passado que provoca a ira e desespero...comecemos a olhar a historia como algo que foi porque tinha que acontecer tirando destes factos aprendizagem para escrevermos a historia do nosso pais numa perspectiva que devolva experanca a nacao

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Joaquim Gove Yahhh!!
Senhor caro Yaqub Sibindy...
Peço para convencer-me de uma razão pela qual um historiador vai deixar de fazer o seu trabalho (cavar a história) e concentrar-se no que você acha que lhe é (ao historiador) importante.
Concordo que julgue que as fontes podem ser confrontadas com outras mas, já dizer que não deve apresentar factos históricos porque há debates da actualidade sobre a actualidade, isso não é o trabalho do historiador!!

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Jemusse Abel Sibindy o encontro entre Nyusi e Dlh não ee historia, ee pura e simplesmente um evento. o historiador que se singre aos eventos do tempo breve este ainda esta mergulhado na historia tradicional e nega o trabalho da escola dos Annales.

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Francisco Wache Wache entao tu nao percebes nada mesmo do oficio de um historiador!

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U Tal Zango o pais que Samora machel nos deu a conhecer foge muito do sonho de nassao que o pensador da frelimo queria nos proporcionar...hoge somos escravos da nossa propria arogancia aos anceios do povo. vejo em cada rosto dos cidadaos nacionais a profunda incerteza sobre o futuro! sera que estamos mesmo vivendo o sonho mocambicano? ou estamos a viver de Apanhados!

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Ivan Aurelio Nhantumbo Homens como estes são únicos, na mesma linhagem o Lider Afonso. Viva resistentes

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Antonio A. S. Kawaria Os que acham que um moçambicano é incapaz de ser actor seja de coisa que se goste ou não continuarão teimosamente a dizer que Matsangaissa não é fundador da Renamo.

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Xavier Antonio O ilustre Senhor Yaqub Sibindy está sugerir para o Eusébio A. P. Gwembe não trazer nos os factos históricos?
Eu não concordaria, os combatentes de luta de libertação, da guerra dos 16 anos muitos deles não sabem a essência dessas guerras, simplesmente participaram. Isto é verdade.
Quantos combatentes de luta de libertação estiveram na fundação da Frelimo?
Ademais, a maioria desses combatentes tanto de luta de libertação como da guerra dos 16 anos são muito subjetivos no que sabem e contam como fruto de preparação política.
Eu defendo que tudo seja trazido à superfície. Afinal, esse conflito que hoje coloca frente a frente o Presidente Nyusi e Dhlakama é o prolongamento daquele.
Por isso temos que saber.

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José Francisco Narciso Tudo orquestado por portugueses frustrados e reacionarios junto com Moçambicanos delincuentes e ambiciosos, manipulados por o regime segregador e terrorista de Ian Smith.
Terrivel!

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Germano Milagre Teorias da snasp

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Alvaro Guimaraes Porra... quantos adjectivos para dizer ... nada

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Homer Wolf tsc...

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Eusébio A. P. GwembeYaqub Sibindy, eu sei que existem, conheço alguns e com eles ja troquei impressoes. Igualmente conheço alguns dos detentos de Sacudzo e outras paragens.

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Nito Ivo Tô com aquele sentimento que tive quando li O Código da Vinci.

Peço para postar a continuação.

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Edson Guerreiro Eusebio estas de parabens de certeza que a mquilhagem da historia que durante muito tempo achamos linda, esta a mostrar a sua verdadeira face.

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Spirou Maltese Desumano o que passaram esses Moçambicanos....e nem me venham com essa de era o tempo do sistema.

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José de Matos Penso que alguns ainda nao compreenderam que nao podemos construit o futiro se desconhecemos o passado, eu nao vou a lado nenhim se nao se de onde venho!

O destaque do momento de modo algum nos pode desviar dos destaques de ontem!

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Abinelto Bié À espera da segunda parte, grande Gwembe! O teu mural do facebook é um verdadeiro compêndio digital de informações históricas. Bem-haja

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Euclides Da Flora compêndio imprescindível para reviver o passado!!

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Abinelto Bié Acredite, confrade. Este senhor demonstra imparcialidade nas suas postagens históricas. Relata os factos como eles são... Grande Gwembe.

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Yan De Narvik Milange gado por partilhar connosco esta linda e inspiradora historia

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Lyndo A. Mondlane Esse é marangoni??

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Eusébio A. P. Gwembe é o homem, alguns meses mais velho que matsangaissa

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Alvaro Guimaraes Sim. Um brasileiro original; militar de profissão nos tempos da ditadura militar no seu país e piloto da Força Aérea. Decidiu "lutar contra o comunismo" e alistou - na Legião Estrangeira. Veio para Moçambique alguns meses antes do 25 de Abril.

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Lyndo A. Mondlane Sim, fascista esse.. tsc.. ja li sobre ele

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Alvaro Guimaraes O homem era viciado em adrenalina kkkkk

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Eusébio A. P. Gwembe No " A Opçao pela Espada" ele explica que era em defesa da civilizaçao ocidental

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Lyndo A. Mondlane Kkkk quando veio a espanha se integrou numa organizaçao fascista, foi atraves dessa q ingressou na legiao espanhona

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Mussá Roots Veio a Moçambique, com que fim? Lutar contra o comunismo? Antes do 25 de Abril?

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Alvaro Guimaraes Sim caro Mussá Roots. Tem partes do livro editados na net. O Eusébio já publicou o nome da obra. Um aventureiro.

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Mussá Roots Sim...já fui espreitar um pouco...de facto era um "aventureiro" destemido, e um tanto a quanto "louco"...

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Lyndo A. Mondlane O comunismo ja existia antes.de 25 de abril Mussá Roots, em todo caso foi a mz depois de 75, depois de ter sido derrotado e escorraçado de angola pelos cubanos...

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Mussá Roots Pois, lyndo...percebeste bem a minha questão...e era essa mesmo. No sentido de "comunismo antes de 25 de Abril" , logo "Antes da Independência", " Antes da FRELIMO tomar o poder efectivamente em Moçambique?" ...sei que comunismo já existia...

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Eusébio A. P. GwembeMussá Roots ele encontrou-se com Matsangaissa em Março de 1977

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Mussá Roots Portanto...depois de 75 e provavelmente tenha vindo cá depois do 25 de Abril, como avançou o lyndo...

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Lyndo A. Mondlane eu li o seu livro, ja nao recordo as datas, mas depois de ter perdido a guerra ao lado de FNLA e os zairenses, da mao dos cubanos, veio a europa e meteu-se com os fascistas espanhois, entrou na legiao extranjeira espanhola e francesa creio, e depois foi a mz criar confusao... o triste é que gente ruim como estes durma tranquilo..tsc

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Alvaro Guimaraes Veio para Moçambique antes do 25 de Abril. Esteve ligado ao 7 de Setembro. Em angola integrou exercito da fnla. Depois desta incursão veio para a Rodésia onde com a colaboração do CIO montou o primeiro grupo de insurgentes que entrou armado em Moz.
A incursão acabou mal e um dos membros do grupo foi aprisionado e posteriormente fuzilado em Maputo no tempo de Machel.

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Eusébio A. P. Gwembe Ajudou a montar o segundo grupo, Alvaro Guimaraes. O capturado era o caçador Rui Silva, esta entre estes aqui, vou ver qual deles, depois.


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Alvaro Guimaraes Qual foi o primeiro caro Eusébio?

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Joao CabritaAlvaro Guimaraes, se Morongoni fosse argentino, tudo bem.

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Alvaro Guimaraes ???

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Eusébio A. P. Gwembe Voltei a reler, Alvaro Guimaraes, parece que foi mesmo o primeiro. Se entendi a ironia de Joao Cabrita dirige-se a si e ao Lyndo A. Mondlane. Nao fariam os mesmos comentarios que fizeram em relacao ao Marangoni se a figura fosse Che-Gueva que tambem fez o mesmo trabalho, na outra barricada.

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Alvaro Guimaraes Isso é problema dele. Há provocadores em todo o lado.
Infelizmente os irmãos comportam se como os camaradas.

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Alvaro Guimaraes So tou a espera que chamem "combatente pela democracia" ao Marangoni

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Lyndo A. Mondlane Kakakakka... uma coisa nao tem.nada q ver, eu disse q esteve afiliado a partidos fascistas espanhois e é verdade Eusébio A. P. Gwembe....

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Mussá Roots Kkkkkk...também pensei no Che Guevara, outro destemido...

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Joao Cabrita Não estou a provocar ninguém, Alvaro Guimaraes. Apenas questiono, acima de toda a camaradagem, a lógica dos que se sentem arrepiados se um Marangoni é (supostamente) fascista ou se esteve filiado em partidos fascistas espanhóis (uma novidade, que os que vivem em Espanha provavelmente estão em posição privilegiada de poder provar), mas deliram com um argentino (o tal Guevara), por professar ideal intrinsecamente idêntico. Chamam de mercenários e aventureiros aos que combatem num clube diferente, mas internacionalistas se vestem a camisola da família. Para uns, as balas fascistas assassinam, as comunistas causam ou infligem baixas; as minas dos capitalistas estropiam e mutilam, as dos comunistas retardam o avanço das tropas opressoras. E assim relega-se para segundo plano o cerne da questão - como convém e vem reflectido na narrativa dos cronistas do corte.

Anda-se aqui, ao fim de tantos anos, a dissertar sobre portugueses, rodesianos, fascistas, mercenários e internacionalistas, e saudosistas, omitindo um facto inquestionável: que a guerra civil não se inspirou em racistas, capitalistas ou saudosistas; uma guerra surgida bem longe das fronteiras rodesianas ou sul-africanas; uma guerra que é a continuação de um conflito iniciado em 1962 e que persiste hoje, à vista de todos, com emboscadas em estradas nacionais e assassínios por encomenda, sem Matsangaíces,Marangonis, Silvas ou Cristinas, e que, tudo indica, continuará enquanto permanecermos sob o jugo da mesma entidade que se intitula de melhores filhos do povo, outrora «camaradas». Os ladrões de materiais de construção afinal nunca chegaram a ser enviados para campos de reeducação - evoluíram: hoje não roubam, hipotecam a nação.

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Alvaro Guimaraes Tenho a certeza que já leu o livro e outros escritos dele. Para mim é isso.
Quanto aos delírios com os outros só tenho a dizer que talvez o delírio seja seu.
Estamos a falar de Marangoni. Se quiser discutir fidel ou che vamos a isso.
Mas em Moz vai ter reações.
Foi em Cuba que milhares de Moçambicanos se formaram logo depois da Independencia.

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Alvaro Guimaraes E honestamente agradeço esclarecer que conflito é esse que "começou em 1 962 e que até agora não acabou". Vai ser engraçado.

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Lyndo A. MondlaneJoao Cabrita, professor, so tem q googleiar, eu fiz isso, e localizei esse partido q ele chamava camaradas em madrid, discipulos dw franco e da extrma esquerda, nao é invençao, ele é q confraternizava com esses

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Lyndo A. MondlaneAlvaro Guimaraes..... como te entendo

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Alvaro GuimaraesLyndo A. Mondlane Deixa la. O que o ilustre professor não entende eh muito simples:

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Alvaro Guimaraes Todos nos mocambicanos temos o direito de pensar pelas nossas cabecas.

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Alvaro Guimaraes Acabei de copiar um post que vai ajudar a clarificar o que penso. Ai vaiA dica principal para apoiantes da renamo e Dlakama
" MESMO QUE A FRELIMO TRAGA JESUS EM SUA FRENTE, E TE LAVE OS PÉS, NUNCA E NUNCA CONFIAR NA FRELIMO, ELES MATAM MESMO. "

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Alvaro Guimaraes Isto tem de acabar.

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Alvaro Guimaraes Porque existem muitos mocambicanos que tem razoes para dizer o mesmo com sinal contrario. Dai que o exercicio que o Eusébio A. P. Gwembe esta a fazer aqui eh importante na construcao de um caminho comum para todos nos.

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O Outro Roques Quem era esse Lucas, morto por clivagens de poder?

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Eusébio A. P. Gwembe Era homem preferido pelos rhodesianos para substituir Matsangaissa contra a corrente Portuguesa que preferia Dhlakama

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O Outro Roques Obrigado. Entao, tambem la ouve traidores da causa? Quase nao se fala disso.

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Mussá Roots ...NEM ME PARECE "traidores da causa", mas " luta pelo poder" comum em "Guerrilhas" ou grupos do tipo RENAMO,ou mesmo "FRELIMO" ... Eu nem acho estranho ...

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O Outro Roques Obrigado.

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Joao CabritaEusébio A. P. Gwembe, Dhlakama substituiu Matsangaice após a morte deste em Outubro de 1979, simplesmente por ser o comandante da então segunda unidade da Renamo. Não foi por vontade nem de portugueses, nem de rodesianos. Lucas Muhlanga aderiu à Renamo depois de Dhlakama. Convém ter em mente a reduzida dimensão da Renamo na altura em termos de efectivos.

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O Outro Roques Obrigado.

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Yaqub Sibindy Meu caro Xavier Antonio! Não se pode consolar uma criança que perdeu os pais, contando as trajetórias da triste história sobre às tristes circunstâncias em que morreram os seus pais!

Resolver contar à história da origem da Renamo neste momento, não acredita que está se atear fogo e ódio aos esforços empreendidos por Nyusi e Dlhakama?

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Goncalves Caetano Goncalves Senhor Yacob Sibindy não continue a nos atrapalhar, deixe nos conhecer a historia dos nossos herois sofredores.

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Mateus Mateus Jr. Se Matsangaissa, ingressou na FRELIMO em 1970, então como dizem que ele aparece nesta foto (o primeiro à direita) entre outros Samora Machel, Eduardo Mondlane (morreu em 1969) e Mabote???


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Osvaldo Agostinho Muito pertinente!

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Ach Chauque Tem te batas para perceber, meu caro!
Estes recontadores da historia deturpam tudo, querem encontrar formas de serem favorecidos politicamente (hoje), manipulando a linguagem e implicitamente condenar a história dos herois que lhes contruiram a patria! Nada mais.

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Eusébio A. P. Gwembe Por acaso ha muito que tenho visto esta foto, Mateus Mateus Jr.. Dados da CIO falam de um homem alto, 1,76m. Mas esse ai me parece ser baixinho e acima dos 18 anos (que seria a idade de Matsangaissa caso a foto fosse de 1968). Vou pedir ajuda de Joao Cabrita, se sabe algo a respeito. Na historia, a deturpação é possível


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Nhecuta Phambany Khossa Será mesmo ele? Um parente meu que participou no seu abate, disse me que o fulano era muito alto. O que está na foto parece de baixa estatura. Na foto do post lá mais para cima, ao lado do homem branco, nota que ele era efectivamente alto.

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Mateus Mateus Jr. Será que estão parados no mesmo plano de superfície?? Seria melhor certificarmos o visual porque estão no mato.

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José de Matos Nao parece Matsangaissa!

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منصور شامير Eusébio A. P. Gwembe o Mateus Mateus Jr. Disse:
Se Matsangaissa, ingressou na FRELIMO em 1970, então como ele aparece nesta foto (o primeiro à direita) entre Samora Machel, Eduardo Mondlane (morreu em 1969) e Mabote???

Transcrevo a 3 pessoa a contar da esquerda para direita: Samora, Mondlane e Matsangaissa.

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Mateus Mateus Jr. Apenas queríamos certificar as caras mas os conhecedores da matéria dizem que nao eh "Matsangaissa".

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Andre Murripa O primeiro à direita é John Kachamila. Vejam o livro autobiagráfico de John kachamila lançado há meses em Maputo.

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Andre Murripa De pé da esquerda para direita: Samora Machel, Eduardo Mondlane, Francisco Kufa e John Kachamila. Agachados, da esquerda para direita: Jeremias Nyambir, Lourenço Mutaca e Manuel dos Santos.

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Eusébio A. P. GwembeAndre Murripa obrigado por este contributo. Valeu a provocaçao do Mateus Mateus Jr.

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Xavier Antonio Será ilustre Yaqub Sibindy?
Depende de cada um como encara.
Quem neste caso estaria a sentir-se prejudicado, Frelimo ou Renamo?
Esse apelo de V Excia seja extensivo a todos, sobretudo aqueles quadros seniores da Frelimo que sempre que fazem retrospectiva diabolizam a Renamo, incutindo nas cabeças dos jovens a doutrina de que a Renamo é um partido de bandidos. Não passam dois meses que ouvimos da boca de alguém a chamar Dhlakama de bandido, em Gorongosa.
Essa diabolização cria curiosidade nas pessoas para saberem afinal qual é a verdade. Daí a razão da divulgação da história.

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Sebastião Mufana Matsangaissa foi ladrão de materiais de construção foi detido dai ele tornou se rebelde por isso entre bandidos e rebeldes são farinha do mesmo saco se alguém prosseguiu com a ideologia dele não há dúvida de ser chamado bandidos.

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Xavier Antonio Parabéns ,Sr Sebastião Mafuna!

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Antonio Cuanai Alberto Certo

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Issufo Issufo Sebastião,. Se os crimes de eventuais roubo de material de construção eram sancionados com a pena de reeducação,( ou morte lenta ) então na Frelimo estava invertida a justiça, tendo em conta os assassinatos (Joana Simeão, Simango, Magaia, entre outros) e muitos outros crimes que ainda hoje estão por explicar e persistem nos nossos dias. Corrija ma se estiver errado, mas a mim parece me que Mufana não quer dizer ingénuo; ou estou errado?

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Xavier Antonio Senhor Issufo Issufo, eu limitei em lhe parabenizar porque achei que seria como um médico imprudente dispender fármacos por tratar um paciente na fase terminar.
Envenenado pelo doutrinamento.

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Issufo Issufo Entendi Dr. Xavier Antonio. Como não sou médico, na minha ingenuidade tentei tentei salvar o mufana da morte certa.

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Edson Guerreiro Caro Yaqub Sibindy, eu alinho na mesma linha de pensamentos do Ilustre Xavier Antonio.

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José de Matos Eu concordo 100% com o Xavier Antonio!

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Pedro Manguene impressão minha ou pela primeira vez a foto tem a ver com a informação?!

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Mucussete Ussene Ussene A foto prova q Matsangaissa ingressou na frelimo muito antes de 1970.

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Jr Chauque Obrigado Eusébio A. P. Gwembe

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Jr Chauque Não percebi José de Matos

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José de MatosJr Chauque , era para outra questo, engano meu

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Oreste Muatuca O colonialismo era mais suave que estes... O tirano era mais compreensível que o salvador

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Eusébio A. P. Gwembe ???????

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Avestino Augusto Fundai Continua a nós História real da nossa perula do índico Prof.

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Jr Chauque Tenho pena de quem não gosta de ler...só gosta de estar atento a vida alheia...não sabe o que está a PERDER.

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Alberto Chame Chame De todo o tipo de filosofia, historia ou mais... quero a paz, paz, paz porque com ela, qualquer sentimento do bem ou mal, estaremos prontos para ensinar os mais novos.Haja paz.

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El Patriota Parece-me que os centros de reeducação eram muitos e pululavam um pouco por todo o país, funcionando nos mesmos moldes... Como é que Ntelela emerge como o mais popular e aparentemente como o mais brutal, o pior e o mais infame entre os centros, Professor? Porque é que todos os "grandes traidores" de então foram atirados para Ntelela e não foram distribuídos pelos vários "campos de concentração" que existiam?

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Eusébio A. P. Gwembe O mais perigoso de todos, pela quantidade de quantos pereceram, pela desumanidade e pela crueldade a ponto de criar revolta popular foi Moçambique D, em cabo Delgado, El Patriota. Mtelela é, aparentemente, conhecido por ter albergado os principais presos politicos mas nao era o principal, nem brutal. Havia la (em Mtelela) um medico 8irmao do Padre Augusto) que cuidava de alguns doentes

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El Patriota Enfim, são páginas da nossa história e seria bom que todos tivessemos acesso a esses conhecimentos para sabermos de onde viemos e aonde vamos, como diz José. É importante sabermos, para podemos combater sem tréguas, o surgimento de novos Moçambique D, ou novas versões de Mtelela... Até porque há sectores com essas vontades!

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Homer Wolf Os centros de reeducação eram muitos e pululavam em todo o país?.. Hhmmmm?!...

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El Patriota Ohhhh, é o que parece

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Homer Wolf Não é o que parece nada ó El. Concentra-te: na emblemática operaçáo produçáo (por exemplo) já ouviste relatos de gente que era levada para a Inhambane, Tete, Sofala, Maputo ou Manica?

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El Patriota Não...

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Homer Wolf Pois!...

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Observador da Justiça Páginas da nossa história.

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Leonildo Viagem Subscrevo me ao ilustre Xavier António. Não nos confusione caro Sibindy

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Marcos Manejo Pakhonde Pakhonde Historia que me faz falta no conhecimento. Cuidado termos condenado um justo em prol dos corruptos que roubavam o cimento no armazem controlado pelo "heroi" Matsangaissa ehm? Quero aprender esta historia desd que seja verdadeira.

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Elvino Dias Chefe Eusébio A. P. Gwembe, 'pesquise por favor sobre a causa que determinava que moçambicanos abandonassem emprego para jubtar-se à Frelimo. Patriotismo ou tacho?

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Andre Jorge Chifeche Pertinente isso meu caro.

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Rodrigo Carlos Guedes Muito mais ha para contar. A luta continua

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Abel Philip Sinceramento estou muito grato por partilhar essa linda e interessante história, parabéns Sr Historiador Gwembe

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Horácio André Cuna Caro Gwembe, o referido relatório sobre desvio de materiais de construção está "disponível" para partilha?

Gosto







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Eusébio A. P. Gwembe Existe, sao 11 paginas, ficou sem efeito porque o pessoal que estava a trabalhar com ele foi transferido. O manuscrito me foi cedido por quem o redigiu (Andre nao era bom para escrever). O estado nao é dos melhores. Quanto a partilha, servira como anexo num Livro por escrever, para compensar o investimento.

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Horácio André CunaEusébio A. P. Gwembe Tudo bem. Aguardando, ansiosa e desesperadamente, pelo livro - por escrever.

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Jemusse AbelEusébio A. P. Gwembe a decsricao de Borges Coelho encontra fundamento quando hipoteticamente aponta que a luta a independência em si não beneficiou a todos deixando a margem certas pessoas que ate algumas se sentiram perseguidos pelo sistema político vigente. portanto vejo que Mondlane tinha razão nos primeiros momentos da frente defendendo a necessidade de uma independência negociada diplomaticamente, porque segundo ele seria fácil a transição, porque com a luta seria dificil a consolidação da unidade, para alem de que a lutas em africa eram centros da polarização política.

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Santinho J. Dos Santos Jr. Epah...esse nao é Matsangaissa é meu tio Joao alberto dos Santos/Betinho e tem até hoje 1,70...essa foto é de 1968.

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Aurélio Bull Gza Tens certeza do que dizes?

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Santinho J. Dos Santos Jr. Queres ouvir mais oquê?
Estou dizendo que ele é meu tio

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Aurélio Bull Gza Obrigado pela verdade se for o caso

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Andre Jorge Chifeche Yhu sera?

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Xavier S Caetano Caetano Qual seu tioooo

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Yaqub Sibindy Jemusse Abel!

Exactamente, Mondlhane, ficou dois anos após à fundação da FRELIMO, tentando dialogar com Salazar, afim de negociar à Independência de Moçambique pacificamente, infelizmente Salazar não deu ouvido!

Alguns camaradas, na altura, chegaram ao ponto de desconfiar que Mondlhane não estava interessado para iniciar com a Luta Armada de Libertação Nacional!

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Jemusse Abel Verdade!!

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Eusébio A. P. Gwembe A demora de Mondlane para iniciar a luta nao creio ter sido influenciada pela intençao de negociar. Tinha que preparar homens para a guerra porque ja estava a vista de todos que Salazar estava determinado a caminhar "orgulhosamente so". Mas ha outras fontes que falam que Mondlane seria apontado para cargo de embaixador (1o negro). Mas Salazar nao aceitou. Tenho o file algures.

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Ivan Aurelio Nhantumbo Eusébio. A. P. Gwembe e os demais. Esta visto que grande parte da história por nós estudada foi deturpada. " o que dizer dos defensores do negacionismo segundo o qual as barbaridades atribuídas a RENAMO a quando da Guerra Civil não passam duma mentira do regime propalada sobre tudo na zona sul"

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Yaqub Sibindy Mateus Mateus Jr.!

Retire esta foto, não reporta a imagem de André Matade Matsangaisse!

Se tens dúvida, o primeiro à direita em pé, é Engenheiro John Katchemila pode lhe perguntar de quem essa imagem que falsamente, apelidas de André Matsangaisse!

Eu volto à reiterar... debater este assunto neste momento constitui uma desonestidade intelectual deliberadamente bem premeditada com vista a desviar abstenção pública para esvaziar os grandes méritos e ganhos conquistados por Nyusi e Dlhakama como dois gênios africanos que inovaram novos padrões de negociações para a resolução de conflitos e consolidação da Paz!

Desde quando que Gwembe, sabia muito bem sobre a história de Matsangaisse e, só hoje é que se recorda de lançar um post nas redes sociais para falar sobre Matsangaisse?

Esta é uma estratégia de má fé que visa diabolizar Dlhakama e classificar o Nyusi como um simples aventureiro político sem relevância porque entendeu estender à mão da PAZ à um bandido armado em vez de ordenar a estratégia de savimbinizar Dlhakama como à meta de alcançar à PAZ EFECTIVA em Moçambique!

Não se deve brincar com coisas sérias!...

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Eusébio A. P. Gwembe Desde quando que Gwembe, sabia muito bem sobre a história de Matsangaisse e, só hoje é que se recorda de lançar um post nas redes sociais para falar sobre Matsangaisse?

Yaqub Sibindy, mermao, muçulmano convertido em 1986, o debate iniciou ontem, num outro post. Eu prometi ao El Patriota que havia de responder hoje. Aqui no Facebook cada um vai debatendo o que deseja debater: uns sobre a paz, outros sobre os abatidos pela PRM, outros ainda sobre Cr7 e pois ai em diante. Eu nao sou amigo de Dhlakama no FB para ter a certeza que ele vai ler o que escrevi.

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Mateus Mateus Jr. A afirmação nao era absoluta, queria mesmo certificar a boatos em outros debates onde andavam a dizer que era a tal foto do 'Matsangaissa".

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Pedro Comissario Muita ficção à mistura com algumas verdades! Não sei se isso faz boa história. Estive no Campo de Reeducação de Sacudzo como detido e reeducando, desde Dez. 76, por um total de 19 meses, depois de cerca de 3 meses na cadeia. A vida era dura no Sacudzo mas não nos moldes descritos. Havia até coisas muito positivas como a educação e ensino, a produção agrícola e sentido de disciplina. Em 1979, voltei a sentar nos bancos da Faculdade de Direito da UEM. É preciso não misturar a história com argumentos políticos. É minha experiência!

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Eusébio A. P. Gwembe Por acaso, também vi o seu nome como parte dos detentos de Sacudzo. E compreendo que quem conta um conto acrescenta um ponto. Este desmentido, de fontes vivas, ajuda-nos a limar algumas coisas porque nos limitamos a compilar o que foi produzido.

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Joao Cabrita O Embaixador Pedro Comissário teve a sorte que outros não puderam desfrutar. Houve os que foram e não regressaram, nem aos bancos de escolas e universidades, nem ao convívio familiar.

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Pedro Comissario Vejo dois grandes problemas no texto do post: 1) a tentativa de branquear a figura de Matsangaissa, um simples ousado, para não dizer bandido; 2) uma narrativa tendente a legitimar a acção do Matsangaissa. Ora isso não pode ser credível do ponto vista da história. Sejam quais forem as razões que o levaram a entregar-se aos serviços secretos da Rodésia, ele foi um simples instrumento, com pouca instrução e sem nenhuma ou com pouca educação nacionalista. Como é que, um pouco mais de um ano após a independência, ele tem a visão de rejeitar e rebelar-se contra a soberania nacional? Mesmo supondo uma condução errada dos destinos do país, isso justificaria a insurgência armada? Em conluio com os inimigos da nossa independência? Não estudei história, mas creio que seria necessário escrever uma outra história.

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Pedro Comissario Não é o caso, pelo menos em relação ao tempo e lugar de reeducação onde estive.

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Pedro Comissario A noção de que se morria aos milhares na reeducação não me parece corresponder à verdade. Claramente, o caso de Mtelela é diferente porque eminentemente político.

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Joao Cabrita Sr. Embaixador Pedro Comissario, claramente o caso de Rwarwa é diferente - até chegou a causar indigestão ao Camarada Presidente que dizia que o que lá vira era como palha no estômago.

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Pedro Comissario Sinta-se à vontade de me chamar Pedro ou Pedro Comissário. Este é um lugar perfeitamente informal.

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Joao Cabrita Sinta-se também à vontade, Sr Embaixador, de demonstrar que o seu camarada em Sacudzo, depois transferido para Itoculo, tem a mesma opinião que a sua. O nome: Pedro Tivane.

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Eusébio A. P. GwembePedro Comissario se for por ai acho que esta a meter ideologia do que analise histórica dos factos. Eu analiso o comportamento de Matsangaissa tal como analisaria o comportamento de Gwambe, de Mondlane, de Magaia, de Samora, de Marcelino dos Santos e por ai fora. Eles tambem se rebelaram contra uma autoridade com mais anos de existencia do que era a Frelimo. Ajudo-me numa pergunta classica: "Por que as pessoas aceitam a condição de vítimas de suas sociedades enquanto, em outras ocasiões, elas se tornam tão iradas e buscam, com energia e paixão, fazer alguma coisa para mudar suas condições?"
Esta pergunta colocada por Barrington Moore Jr. no seu Livro "Injustiça: bases sociais de obediência e revolta", pode ser perfeitamente ajustada, quando se pretende olhar imparcialmente o curso de André Matsangaissa. Moore diz que as pessoas não educadas também têm uma sensação de injustiça porque as normas sociais e suas violações são componentes cruciais na raiva moral e no sentido da injustiça. Segue-se que um indivíduo pode estar bravo porque sente que a norma actual é errada em si mesma, e que é necessário implantar outra um pouco melhor, expressando seu desacordo quanto ao que realmente deve ser norma. A indignação moral ou o sentimento de injustiça embora seja um acto individual resultam da existência de normas que regem a conduta social. Em todas as sociedade e em todos os momentos, haverá pessoas que, por medo ou receio de transgredir a norma social existente ou mesmo por falta de estímulos, estarão em conformidade com situações que consideram injustas. Por outro lado, haverá aqueles que estarão determinados a fazer qualquer coisa, mesmo que isto implique arriscar a vida ao enfrentar a ira dos defensores da moral social existente.

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Pedro Comissario Muito obrigado pela sábia dissertação. Mas história tem valores, a história é interpretada. O que contesto é uma certa hagiografia ou santificação do Matsangaissa.

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Pedro Comissario Não sei do que é que o Presidente Samora estava a falar. Não conheci Rwarwa. Quero ser claro: não estou a tentar minorar o grau de violência e sofrimento que se vivia no campo de reeducação. Mesmo em Sacudzo. Mas com o tempo as condições foram melhorando, como é o caso de Sacudzo. Quanto ao meu camarada Tivane, lembro-me dele. Não sei se será o mesmo. Em 1978 quando deixei Sacudzo, este era um campo em franco desenvolvimento e creio que devia haver poucos iguais, se é que havia. Acredito que mesmo Bilibiza não se podia equiparar a Sacudzo. Note que estou a discutir a experiência e não o conceito reeducação versus sistema prisional clássico.

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Issufo Issufo Teve a sorte de poucos ilustre Pedro Comissario. Os poucos que conheço e que ainda respiram após o trauma, não dispõem de capacidades mentais nem animosidade para relatar as desumanidades desses Centros de Reeducação ( ou formatação ). No meu entender não havia necessidade (na maior parte dos casos) de reeducar pessoas civilizadas (muito menos exterminar)que pensavam diferente e sonhavam com uma Independência noutros moldes. Não acredito que Eduardo Mondlane e muitos outros inclusive Samora Machel lutaram para um Moçambique Marxista/ Leninista. Essa cultura era completamente distante e absolutamente antagonica as tradições dos povo nesta parte do planeta. Se olharmos para os nosso "herois" vivos e milionarios, facilmente chegamos a essa conclusão. Quanto aos Matsangaissas e outros revolucionarios, como foi Mondlane, Gandhi, Luther King, etc..são seres humanos que perante injustiças tem a coragem de querer um mundo melhor, mesmo que apelidados temporáriamente de bandidos. Mas a história tarde ou cedo repõe a Verdade.

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Pedro Comissario Conhece poucos, eu conheço centenas que foram e voltaram. Eu estou a falar de experiência que vivi.

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Eusébio A. P. Gwembe Parte do discurso de Samora em Ruarua - We found there situations which offended our legality and our revolutionary justice - situations which offended our humanism and the value that we render to each citizen, the value which we acquired during the armed struggle for national liberation. From where did such people bring their methods of work and whose methods were they?... [Machel] We found there some of our freedom fighters who, because of some minor fault or deviation, had been detained for six years in the re¬education centre... As leaders, what could we say? What could we say to them? They had been detained for six years [repeats] six years. However we felt proud because they were there [in the camp] as Frelimo people; they had represented Frelimo in the re-education camps..

Summary of World Broadcasts (6 October 1981)
[Part 4, The Middle East and Africa; B. Africa], page ME/6846/B/1Ver Tradução

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Issufo Issufo E quantos não tiveram a sorte de voltar ou voltaram com os cerebros absoletos? Terão sido poucos?

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Pedro Comissario Não estou no nível de suposições. Onde viu esses cérebros obsoletos?

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Issufo Issufo Conheço alguns infelizmente...ou seja que infelizmente.

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Pedro Comissario Se tiver tempo um dia podemos falar. Quer-me parecer que esse discurso de Samora enquadra-se no âmbito de correção do sistema. Como na economia ou noutros sectores, o sistema não foi isento de falhas. E era preocupação de Samora mudar as coisas. Uma vez que se entrava no campo, a saída era difícil e por vezes tão arbitrária quanto à entrada. Por outro lado, a gestão dos campos estava entregue a pessoas quase sem nenhum conhecimento das leis. Tudo o que sabiam era dos métodos revolucionários que alguns deles conheceram nas bases da Frelimo durante a luta de libertação. Por isso, seria necessário investir mais na gestão dos campos se quisesse melhorar o sistema. Mas creio que isso veio tarde!

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Pedro Comissario Pois agora conhece mais um que entrou e saiu do campo sem cérebro obsoleto.

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Issufo Issufo Não sei os motivos qie o levaram a visitar o campo, mas não são relevantes...tenho que lhe dar os parabéns por ter funcionado para si..

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Eusébio A. P. GwembePedro Comissario era precisamente para melhorar e corrigir o sistema porque as historias nao eram das melhores, a ponto de o PR questionar "onde estávamos quando tudo isso acontecia?". A Revista Tempo (11-10-1981) afirmava que “na realidade o que está em causa é o próprio funcionamento do campo e a atitude dos seus responsáveis. Existem directivas claras sobre o que fazer num campo de reeducação, sobre como actuar em relação aos reeducandos. Mas o que se viu, particularmente em Ruarua, mostra que nada dessas directivas foram assumidas e que os reeducandos foram entregues b sua sorte. Incompetência, negligência, desleixo, corrupção, desvio ou sabotagem? Muitas vezes a ignorância leva a que se cometam crimes mas é preciso que as pessoas aprendam -a assumir a responsabilidade das tarefas que lhes competem”. Mas já era tarde demais. O dano era maior como revelou Atanásio Afonso Kantelu (que por la passou) em seu depoimento.

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Pedro Comissario Cari amigo, não visitei o campo. Fui preso e botado lá. Segundo, uma prisão não funciona para ninguém. É cumprir a pena e sair quando o tempo chega. Tão simples quanto isso. Agora, questões políticas são outro negócio.

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O Outro Roques Continuo a aprender, estou grato.

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Issufo Issufo De acordo caro Pedro Comissario mas não será com os erros que aprendemos a não repeti-los? O resto faz parte do processo da evolução (ou não ).

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Lyndo A. Mondlane Da gosto escutar depoimentos em.directo como do Pedro Comissario... obrigado,

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Aurélio Bull Gza Se meterem cor partidária neste debate irão lesar a verdade. Já basta a verdade lesada nos livros escolares.
Dizer a verdade como ela é neste debate não tira pão a ninguém.
Obrigado

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Joao Cabrita Quem desejar ler a versão em língua portuguesa dos discursos de Samora Machel, um dos quais citado por Eusébio A. P. Gwembe,poderá consultar o suplemento do jornal «NOTÍCIAS» de 3 de Outubro de 1981, ou comprar a gravação audio na Rádio Moçambique, emissão de 5 de Novembro de 1981.

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Joao Cabrita Qualquer veterano da luta armada conduzida pela Frelimo pode confirmar que é totalmente descabido afirmar que Matsangaíce é a pessa na foto, Eusébio A. P. Gwembe.

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Eusébio A. P. Gwembe Mateus Mateus Mateus Jr., penso que a questao da fotografia esta resolvida. Nao é Matsangaissa.

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Benedito Mamidji Apenas quero deixar um pequeno comentário. Primeiro, aqui não há história no sentido acadêmico. Há comentários sobre assuntos históricos. A história faz se em fórum próprio, com tempo, e triangulação de fontes. O comentário de Pedro Comissario é bastante instrutivo. Os campos de reeducação não eram homogêneos nem na sua composição física nem no seu modus operandi. E mesmo dentro de um campo a dinâmica variava de acordo com as pessoas no comando (e elas mudavam constantemente). Segundo, as arbitrariedades que aconteceram nos campos não foram uma anomalia que desvirtuou um programa bem pensado. Como nos ensina Tsvetan Todorov, a arbitrariedade é um elemento intrínseco desse tipo de instituição - o campo de concentração. Não havia, nem em mil anos, possibilidade de os campos terem sido melhores do que foram e terem resolvido o problema a que se propunham resolver. Os campos nasceram de uma ideologia errada e injustificável. O mesmo se deve dizer da Operação Produção. É uma ilusão pensar que esses programas podiam ter sido melhor implementados. Não há na história da humanidade nenhum exemplo em que tais esquemas de engenharia social não tenham produzido violência e destruição do tecido social. Nenhum. A violência, a arbitrariedade, o abuso do poder, tudo isso é parte intrínseca desse tipo de processos. Terceiro, e por fim, há uma grande diferença entre fazer história e fazer propaganda (mesmo quando se têm fontes). As fontes devem ser alvo de interrogação (quem as produziu, porquê, para que fim, qual é o seu formato?) A isso chamamos heurística e hermenêutica. Escrever um post e depois atirar fontes não é fazer história. Digo isto em defesa da minha profissão. O que estamos a fazer aqui é comentar. Nada mais

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Pedro Comissario Excelente comentário, sobretudo no que diz respeito à pretensa abordagem histórica. Já o disse: não sou historiador. Mas tenho para mim que, mesmo não o sendo, a história não é e nem pode ser neutra e cega de valores, sob o risco de ser ficção. Quanto aos campos de reeducação, não creio que sejam equiparáveis aos campos de concentração ou aos campos da morte de Pol Pot. Eram fenómenos diferentes.

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Benedito Mamidji Concordo plenamente. Quanto à denominação, de forma alguma comparo os campos de reeducação com os campos dos Nazis ou os Gulags russos. Mas não existe outro nome para aquele tipo de instituição penal que não campo de concentração. Os Nazis também chamavam os seus campos de campos de reeducação. No meu trabalho uso deliberadamente o termo campos de concentração. Mas estou ciente e deixo claro que estes campos não se comparam aos seus congêneres da Europa.

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José de MatosPedro Comissario , discordo, a Historia tem mesmo de ser neutra, se nao for entao pode ser manipulada, como acontece no regime frelimista!

Benedito Macaua, pode entao trazer-nos as difernças entre os campos da morte da Frelimo e os outros ?

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Pedro ComissarioJosé de Matos

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Pedro Comissario Näo sou historiador. Do pouco que sei, assumi que a história busca a verdade e não a neutralidade. Nunca li manuais de história neutros. Mas prometo continuar a aprender!

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José de MatosPedro Comissario , se nao houver neutralidade torna-se mais dificil saber a verdade! Temos aqui o caso do Eusébio A. P. Gwembe, frelimista convicto, mas que em questoes do seu dominio, como Historiador, consegue ser neutro!

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Pedro Comissario É como eu disse: ainda vou aprender. Não vi nenhuma neutralidade no que li até agora.

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Gote Rafa S verdadeira história de Moçambique. A RENAMO veio de muito longe

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Samito Eduardo Mobai CONVECENTE

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Carlos Da Fonseca Daria um bom romance. Toda essa história até a guerra que hoje vivemos, daria um excelente romance.

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Joao Cabrita É chocante a tentativa de branqueamento do sistema de reeducação aqui tentada por Pedro Comissário. Pede-me o diplomata de carreira que ponha de lado os formalismos. Peço-lhe o mesmo, e ponha de lado o estatuto de funcionário – mas mantenha a toga de jurista, pois a reeducação é eminentemente uma questão jurídica.

Esse sistema assenta na violação de direitos elementares dos cidadãos que começaram por ser presos por exclusiva vontade de uma formação política. Ela própria reescreveu a lei, decidindo que os desterrados para campos de reeducação – ou centros, como preferia designá-los – não necessitavam de passar pelos tribunais. Essa a primeira violação. Sucederam-se outras, como o prazo indeterminado que os desterrados tinham de cumprir. ‘A reeducação não tem prazo’, decretava uma suposta mente lúcida, poética e intelectual da Frelimo – Marcelino dos Santos. A humilhação, as sevícias, os castigos corporais, a tortura e as execuções sumárias constituíram outras violações.

Nessa tentativa de branqueamento, aponta-se Metelela como excepção à regra, pois em Sacudzo as coisas seriam diferentes, mais humanas até. Mas as excepções amontoam-se, como que a demonstrar que o sistema, se bem que diferente dos Gulag ou dos campos de Pol Pot e de Mao – este até honrado com um nome de avenida da capital – era o mesmo desastre, uma mesma tragédia. Todos eles utilizados para um fim em comum: mão-de-obra escrava para o desenvolvimento de regiões remotas dos respectivos países. A mortandade foi proporcional às populações de cada país. Uma diferença aparente, portanto.

Outra ‘excepção’, Rwarwa, já campo de matanças durante a guerra pela independência, apresentado como exemplo das ‘ricas experiências’ das zonas libertadas. Tão ricas que até causaram indigestão a Machel – hoje, mercê do que foi sendo descoberto e revelado por quem lá passou, é correcto afirmar-se que se tratou de indigestão simulada, a condizer com o maquiavelismo do sistema.

Chiputo, outra ‘excepção’. Este campo destinou-se fundamentalmente a antigos combatentes da Frelimo. Das cerca de 7 centenas de prisioneiros lá metidos à revelia dos tribunais, a esmagadora maioria estava condenada à morte lenta, vítima da tripanossomíase. Desconheço quantos se salvaram, e quantos sobreviveram em todos os campos por falta de assistência sanitária básica.

Espero que a tese de Benedito Mamidji saia breve, na expectativa de ouvir a história completa, fiel e transparente daquilo que incomoda e encavaca intelectuais e gente progressista – de esquerda, como ela se intitula – e funcionários de um regime anacrónico também.

Riso







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Pedro Comissario Não conheco João Cabrita mas creio que está a lavrar num enorme erro. Eu narrei a experiência que tive, juntamente com muitos outros. Não estou a tentar desenvolver uma tese ou escrever um livro. Não conheci Sacudzo através de livros e nem através dos discursos de Samora. Estive lá. Trabalhei lá e saí passados 19 meses. Não fui único e nem excepão. Se eu quisesse falar como jurista e jurista de Direito Internacional, poderia dar-lhe outra perspectiva. Mas não é o caso. Quem está a branquear? Eu ou a pessoa que, por razões que desconheco, quer questionar a minha experiência?

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Joao CabritaPedro Comissario,as palavras são suas: « A noção de que se morria aos milhares na reeducação não me parece corresponder à verdade. Claramente, o caso de Mtelela é diferente porque eminentemente político.»

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Pedro ComissarioJoao Cabrita Mas é claro! Mantenho essa posicäo. Era o caso de Sacudzo.

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Joao Cabrita Mas o caso de Sacudzo assenta na violação da lei, como os demais campos e o sistema em si. É isso o que está em causa, Pedro Comissario

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Pedro Comissario Essa assercão é muito problemática, caro João Cabrita. Em Mocambique, meu país, a lei de 1975 era diferente da lei de 1990 ou de 2017. Não tenho necessariamente uma concepcão monolítica e intemporal da lei, nem em Mocambique, nem em parte nenhuma.

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Joao CabritaPedro Comissario, Concordo que as leis de 1975 eram diferentes das de hoje, mas uma vez mais não vejo o alcance da sua afirmação, pois o que aqui está a ser discutido é um processo que existiu antes de 1990, já existindo em zonas da Frelimo antes de 1975. Em Rwarwa, por exemplo, que durante a luta armada tinha a designação de «Moçambique D». É problemática a sua afirnação de que Machel pretendia reformar o sistemna; no auge da 'ofensiva na frente da legalidade' (1981) o regime por ele presidido continuava com execuções sumárias, como foram os casos das viúvas de Simango e Casal Ribeiro. Além do mais, pessoas como Joaquim Chissano defendem hoje que o sistema era justo, apesar do cortejo de violações a ele associadas.

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Pedro Comissario Pode discordar da concepcão político-jurídica do Presidente Samora e da Frelimo. Até pode dizer que o sistema então seguido não era reformável. Mas não pode afirmar que Samora não queria reformar. Eu sei que ele queria e deu passos nesse sentido. Estive no Sacudzo mas não saí daí envenenado, ressabiado e bilioso!

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Eusébio A. P. GwembePedro Comissario se leu bem vai notar que algumas pessoas foram detidas antes de 1975 (em Outubro de 1974). A primeira noticia que se tem conhecimento sobre a intençao de criaçao de campos de reeducaçao foi dada a conhecer a 20 de Novembro, pelo entao ministro do Interior e a 17 de Maio 1975 ha, Une interview exclusive du President Samora Machel: «Notre tâche principale, batir une société». Afrique-Asie [Paris], no.109, 17 May 1976, p.iv-xi. Nele, longe de responder sobre a legalidade das prisioes Samora so se limita a falar de nova sociedade que se pretende criar. Penso que as coisas começaram a falhar no começo porque, como constatou Samora em Ruarua, havia presos que nao sabiam por que estavam ali, para nao falar daqueles ex-combatentes que la estavam porque tinham uma namorada mista ou porque tinham tomado a wisky do comandante. Vou tentar re-localizar as intervençoes dos detidos de Ruarua (a RM chegou a cortar a transmissao) para perceber como Samora ficou triste quando confrontado pelos colegas do campo de batalha. Um deles, que nao sabia por que estava naquele centro, pediu para falar com/e recordou a Samora os locais e as batalhas que tinha travado desde 1964 ate 1974. Agora tinha passado 6 anos naquele centro e procurava saber quando é que viria a sua liberdade, para a qual tinha lutado. E Samora disse-lhe: "cometemos erro". E ai que sai a ideia de recompensar os que foram injustiçados (que nao sei se foi feita).

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Joao Cabrita Discordo, Eusébio A. P. Gwembe, tal como o fiz em relação a Pedro Comissário quanto a um Machel reformista. E quando diz que Machel sentiu tristeza - ou indigestão - face ao supostamente constatado pela primeira vez em Rwarwa, isso não conjuga com os factos. Entrevistei um antigo combatente que estava na parada em Nachingwea quando Machel pessoalmente despachou membros da Frelimo para «Moçambique D», sob sentença de morte. Isto, durante a luta armada, Voltou a fazê-lo, pessoalmente, durante os 'julgamentos' de Nachingwea nas vésperas da independência. A «ofensiva na frente da legalidade» de 1981 foi um daqueles embustes a que o regime nos habituou, pois as violações mantiveram-se. Jossias Dhlakama, Baptista Fernandes, um exemplo, executados em plena «ofensiva».

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Eusébio A. P. GwembeJoao Cabrita mas o comunicado do Ministerio do Interior dizia que dois cadastrados perigosos se tinham evadido da cadeia (Nampula?), no caso de Jossias e Baptista e recomendava quem os visse (características bem descritas) para alertar as autoridades.

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Joao CabritaEusébio A. P. Gwembe, o tal maquiavelismo prontamente difundido por uma comunicação social subserviente, por lei, ao regime. Os 2 não fugiram - foram torturados e depois assassinados. Entendo que haja pessoas que testemunhem casos destes e não sintam asco e revolta. Mas nem todos têm a capacidade demonstrada por Pedro Comissário que viveu e testemunhou o sistema, e não saiu de lá envenenado, ressabiado e bilioso, como nos revela.

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Pedro ComissarioEusébio A. P. Gwembe, não percebi qual é o ponto que pretende avancar.

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Eusébio A. P. Gwembe Eis a nota da evasão :)


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Joao Cabrita Falta citar a fonte: Semanário «Tempo» que por lei devia disseminar e reflectir a linha política do Partido Frelimo, conforme decisões do seminário de Macomia, 1975.

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Eusébio A. P. GwembePedro Comissario o ponto é que primeiro prenderam-se arbitrariamente as pessoas para depois decidir o que fazer e elaborar-se o respectivo código. Isso terá contribuído, em grande medida, para as injustiças que foram sendo praticadas e detectadas, so 6 anos depois, por Machel.

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Pedro Comissario Creio que não posso ser arrastado para um âmbito de discussão para além do que pretendia afirmar e ilustrar. A discussão sobre a legalidade revolucionária é outro assunto. Pretendia-se criar um homem novo numa sociedade nova. Esse era o grande projecto. Qual era a sua viabilidade, esse é outro assunto.

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Joao Cabrita A viabilidade do projecto pode ser um outro assunto, mas as consequências que dele advieram têm necessariamente de ser vistas no contexto do tema aqui trazido por Eusébio A. P. Gwembe, isto é, o surgimento da guerra civil. A criação da sociedade nova, do homem novo, chocou com os valores, as tradições, aspirações e interesses dos cidadãos. A chamada nacionalização do ensino, que visava decapitar a chamada burguesia colonial e os modos e hábitos a ela associados, acabou também por criar fricções no seio da sociedade moçambicana, a não colonial.

Uma vez que aqui se discute o 'caso Matsangaíce', é oportuno abordá-lo para além da versão oficial do roubo de materiais de construção. A família Matsangaice (melhor dito, Dyuwayo, do tempo das migrações nguni) era, e creio que ainda o seja, profundamente religiosa. Dispunha de escola missionária própria em Manica, e que a voragem das nacionalizações reverteu para o Estado, Na óptica marxista-leninista da Frelimo, uma conquista revolucionária; na visão dos prejudicados, uma afronta e traição aos que se bateram pelo fim do domínio colonial.

Não apenas a escola anexa à igreja em Manica, mas ainda a terra, também absorvida pelo Estado. Para os Dyuwayo a terra representava o mesmo significado que hoje ela tem para um Malema da RSA ou um Mugabe no Zimbabwe. O projecto da 'sociedade nova' via o caso de uma óptica diferente. As terras que os Dyuwayo herdaram desde o tempo dos conflitos armados nguni ou mfecane, sob forma de recompensa pela luta que travaram nas fileiras de uma das partes então em conflito, eram olhadas de uma outra forma, de algo sagrado e inalienável.

Aqui reside a motivação de André Matsangaice em lutar contra um regime que era a negação de todos esses valores e direitos adquiridos. Um regime contra natura.

Mas antes de André Matsangaíce, ocorreram outros casos, não propriamente em Manica, nem junto a fronteiras de minorias brancas rodesianas ou sul-africanas. Na Zambézia, por exemplo, e já antes do surgimento da Renamo. Não se tratou, como defende Pedro Comissário, de uma acção contra a soberania nacional, a independência. Num Estado já partidarizado à nascença, e que a Frelimo depois consolidou, é errado interpretarem-se disputas desse cariz sob uma perspectiva de soberania, demais a mais quando é uma formação política como a Frelimo a afirmar-se no terreno como força que está acima do Estado, pois constitucionalmente intitulou-se como sua força dirigente.

Marangonis e outros são acidentes de um percurso com dinâmica própria e independente deles, e no qual se inserem outras pessoas como um Amós Sumane na Zambézia, um Matsangaíce em Manica, ou, bem antes deles, os veteranos da luta armada, que escassos 6 meses após a independência contestavam, em Lourenço Marques, na Machava e na Matola, de armas na mão o regime que haviam conduzido ao poder.

Pedro Comissário não acedeu ao convite que lhe retribuí, o de despir os formalismos inerentes ao de funcionário de um regime que criou as condições e campo fértil para a revolta. Como disse antes, um processo iniciado em 1962 e que persiste nos dias que passam.

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Issufo Issufo Reeducação do "homem novo". Do tipo faz o que te digo...e não faças o que eu faço.. pois se estivessemos nessa era pelo simples facto de estarmos a torcer perspectivas sobre este assunto, já estariamos a caminho de um desses campos, possivelmente sem bilhete de volta. Será que estamos a cometer algum crime?

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Eusébio A. P. GwembeIssufo Issufo O verdadeiro sentido da história não está nos museus, mas nos actos que ainda não vieram. Hoje, quase 43 anos depois do início destas coisas pergunto-me se já se formou o almejado “homem novo” segundo fora idealizado?

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Issufo Issufo Concordo plenamente Eusébio A. P. Gwembe. Embora reconheça que a verdadeira História por conveniências nunca ou quase nunca é devidamente contada mas creio que é possível roçar as linhas da verdade, mas para que isso aconteça teremos que por de lado todo o tipo de dogmas, inclinações, conveniências e tabus.

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Issufo Issufo Ah..esqueci me de mencionar que agora talvez desse jeito um campo para a reeducação dos célebres "educadores do homem novo ".

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Eusébio A. P. GwembeIssufo Issufo eles, os imaculados, os puros, os genuínos, como poderiam ser reeducados? Nem pensar e muito menos poderão reconhecer que o projecto fracassou porque era contra os valores milenares.

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Lyndo A. Mondlane Mas prof Joao Cabrita, o Pedro Comissario, esta descrever suas vivencias,nao sou historiador, mas entendo q esta deveria contar as coisas como foram e nao limitar a interpretar, ai esta um depoimento q nao ha q desvalorizar... deveriamos estar agradecidos..

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Munhamane Thandabantu Mandlaze .

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Andre Jorge Chifeche Gostei. Tou esperando a outra parte.

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Americo Joaquim quem é esse que diz não é André na imagem é André em gorongosa a saudar um Rodésiano logo pela manha

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Eusébio A. P. Gwembe Nao se esta a falar da primeira imagem, é outra que esta num dos comentários. E o homem a ser saudado nao é rodhesiano, é um brasileiro que formou o primeiro e o segundo grupo da Renamo, quando Dhlakama nao estava la.

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José de Matos Pedro Marangoni

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Santinho J. Dos Santos Jr. Nota se que era gatuno e assassino essse de Matxangayissa...sapatos e camisa vendeu pra comprar suruma kkkk Surumatíco!

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Jemusse Abel Pedro comissario pode contar as suas vivencias como ele queira. Porem nao se esqueçamos de Marx " os homens fazem a sua propria historia,,mas nao a fazem como desejam mas nas condiçoes que lhes sao impostas" podemos confiar nas suas experiencias?

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Alcidio Do Rosario O Professor Eusébio é uma Biblioteca que não exploramos na plentitude.

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Joao Cabrita Mais uma ‘excepção’— Centro de Reeducação de Ilumba, Província do Niassa

Neste texto, Isaac António Maria conta como foi preso durante as rusgas mencionadas no jornal tanzaniano a que Eusébio A. P. Gwembe se refere.

De acordo com um comunicado do Ministério do Interior (ver jornal Notícias edição de 1 de Novembro de 1975 p. 1), foram de facto detidas cerca de 3,000 pessoas em 5 capitais provinciais entre a noite de 30 de Outubro e as primeiras horas do dia seguinte. Isaac António foi detido por não ter o BI em sua posse, tendo sido transportado para o Niassa em colunas constituídas por camiões cobertos de lonas. Alguns dos detidos morreram por asfixia durante a viagem, segundo Isaac.

Em anexo, o depoimento de Isaac António, que viria a filiar-se na Renamo.


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José de Matos Guebuza ..

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Damiao Damiao Mandasse Fico com duvidas se desde a renamo teve como objectivo 2libertacao do povo porque hoje pega na arma mata pessoas, destrói bens e saqueia medicamentos nos hospitais?

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